27/08/2016

Resenha: Felicidade Incurável

Título: Felicidade Incurável
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528620580
Ano: 2016
Páginas: 272
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Sinopse:

A “Felicidade Incurável” é aquela que nunca está reunida em um único lugar; é aquela que nem a tristeza consegue levar. A felicidade incurável contraria diagnósticos e medos, supera fobias e traumas e não se diminui perante o pessimismo dos outros. A felicidade incurável é aquela que não adoece. Com uma passionalidade reflexiva e racional, o autor, notável por sua prosa absolutamente passional e sincera, protege seu ímpeto sem perder a responsabilidade. Um atlas do que Carpinejar acredita ser um relacionamento, Felicidade Incurável trata de mudança de mentalidade amorosa e da família, diferentes fins de casamento, amizades em tempos eletrônicos, divertidas implicâncias de casal, debate sobre o que é alegria e liberdade e sugere: seja feliz por uma questão de justiça pessoal.

Resenha:

Depois de ler Amor à moda antiga, percebi que precisava ler mais textos do Carpinejar. Apostei nas crônicas, gênero que figura entre os meus favoritos. Felizmente, encontrei nessa obra textos ainda mais profundos do que na anterior, mostrando-me ainda mais facetas desse escritor tão elogiado na atualidade.

Em Felicidade Incurável, Carpinejar empenha-se em mostrar as diversas possibilidades onde a felicidade pode brotar, além de abordar as múltiplas facetas dos relacionamentos humanos e, principalmente, os motivados pelo amor. Com uma poesia intrínseca e com uma sensibilidade latente, o autor vai, crônica por crônica, conversando com o seu leitor, convencendo-o de seu ponto de vista, deixando o livro com uma pegada de bate-papo informal.


“Um amigo fez um porta-retratos com nossa foto para colocar em sua escrivaninha. Eu me senti mais do que amigo, mais parte de sua família. Foi o maior presente que ele me ofereceu. Foi uma distinção pessoal” (p. 11).
A abordagem mais poética em algumas crônicas traz qualidade para a obra, fugindo do mais do mesmo que o gênero cai muitas vezes. Para tal, o autor usa de várias estratégias, incluindo falar de suas experiências, o que, por vezes, também dá um tom confessional para o livro. Essa subjetividade que envolve a obra convence o leitor e faz com que ele permaneça na leitura dos textos até a última página.

Contudo, por outro lado, Felicidade Incurável parece sofrer de um mal raro: a extensão. Parece irônico dizer que um livro de 272 páginas é longo, mas nesse caso ocorre uma exceção. Afinal, todas as crônicas tratam praticamente do mesmo assunto. Por isso, em certo ponto do livro, tudo parece ser a revisitação de temas já algumas vezes tocado no livro, o que deixa a obra menos interessante. Uma seleção mais enxuta talvez aumentasse ainda mais a qualidade do livro.


“Minha solidão custou caro. Custou toda a minha sinceridade. Custou todas as minhas verdades. Poderia ter me facilitado, mas me dificultou. A solidão é a dificuldade de ser” (p. 33).
Quanto à parte física, não há o que reclamar. A Bertrand, como já é padrão, trouxe uma obra completa. A capa é muito bonita e chamativa, combinando perfeitamente com o enredo apresentado. A diagramação é simples, mas muito confortável, propiciando uma ótima leitura. A revisão, por sua vez, está excelente.

Em suma, Felicidade Incurável é um livro rico, belo, poético, mas que apresenta suas falhas, sendo a principal delas a repetição de temas. Ainda assim, é uma obra que merece ser lida e relida pelos amantes da boa crônica e da felicidade.


“Quem ama sofre. E sofre. E não desiste e se arrebenta de existir” (p. 89).

Comentários
23 Comentários

23 comentários:

  1. E impossível falar de felicidade sem falar da sua, e como o livro mesmo diz e algo subjetivo e individual de cada um. O que me deixou interessada na leitura e saber o que serie essa felicidade incurável do autor, se o título serie só uma metáfora, ou se ele deixa de maneira explicitá essa felicidade que todos nos buscamos. Pretendo dar uma chance a essa leitura, principalmente porque adoro esse estilo de escrita poética.

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  2. Oi Marcos, tudo bem?
    Eu não costumo ler livros de crônicas, mas lia muito Martha Medeiros e ela sempre deixava algo em mim, um aprendizado, uma pergunta, uma inquietação. Acho que as crônicas nos atraem por isso, por apresentarem visões da vida e através delas nos despertarem para a nossa. Uma pena que o livro não agradou de todo, mas se ainda recomenda pelas reflexões do autor, vou anotar a dica. Sua resenha ficou ótima!!!!
    beijinhos.
    cila.

    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  3. Oi, Marcos!
    Eu nunca li nada do Carpinejar e nem sou muito de ler crônicas. Não sei se ler todas as crônicas com o mesmo tema seria uma boa, mas com certeza ler algumas aleatórias seria uma boa experiência.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da promoção de aniversário do Balaio de Babados e Postando Trechos

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  4. Olá, Marcos.
    Tenho visto muitos elogios ao autor e não é só aqui no blog não hehe. Eu achei essa capa maravilhosa, mas não leria o livro. Não sou muito fã de crônicas. E ainda mais algumas tendo uma linguagem mais poética, que também não gosto muito.

    Blog Prefácio

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  5. Crônicas não está na minha lista de gêneros favoritos, já li um ou dois livros do gênero e não consegui gostar; quando leio uma ou outra até gosto, mas um livro me cansa, e neste caso acho que isso aconteceria com certeza, principalmente pela repetição de temas, eu não sei se leria o livro, pelo menos não agora. A capa pelo contrário me conquistou, senão soubesse de seu conteúdo, o compraria só pela capa, é muito linda, sua foto deu até um efeito 3D a ela, amei. Enfim, gostei muito da resenha, mas como disse, não tenho curiosidade em ler a obra.
    Abraço!
    A Arte de Escrever

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  6. Confesso que não sou muito de ler crônicas, mas fiquei curiosa com este quando li a seguinte frase na sinopse: "divertidas implicâncias de casal", pois me lembrei do meu relacionamento com meu esposo.
    Deve ser um livro interessante de ser lido, é uma pena que a repetição do tema torna a leitura um pouco cansativa. Quem sabe futuramente eu não dê uma chance ao livro?

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Ainda não li nada de Carpineja, também confesso que torci o nariz para o tema felicidade porque tem cara de alto ajuda, mas você indicando eu já fico menos com o pé atrás em relação ao livro.

    O que tem na nossa estante

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  9. Oi Marcos,
    Não conhecia a obra. Gosto dessa temática e de livros para pensar.
    Realmente, parece um pouco auto ajuda, mas nunca li nada parecido.
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  10. Escritor maravilhoso, quero ler todos os livros dele! A arte deste em particular ficou muito bela!

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  11. Carpinejar é meu amor platônico ♥ Você sabe disso!! Leio tudo dele, do infantil às crônicas, e consigo amar tudo com a mesma intensidade.
    Adorei a resenha. Fico feliz que também tenha gostado desse. Mesmo com as repetições, e as pequenas falhas... E como não ter essas falhas? Somos imperfeitos todos :)

    Bjks

    Lelê

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  12. Olá.
    Essa capa está linda! Gostaria muito de ler, assim como Amor a moda Antiga. Carpinejar é autor daqui do sul, essa semana tivemos o prazer de ter sua presença na feira do livro local, cidade de Nova Petrópolis,RS. Realmente seus livros estão sendo um sucesso! Ótima resenha. Abraços.

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  13. Olá, Marcos...
    Que capa linda esse livro... Gostei bastante da resenha e sabendo que livro traz uma abordagem mais poética, fugindo do mais do mesmo me deixa bastante curiosa para ler essa obra... Acredito que a leitura pode se tornar um pouco cansativa devido a repetição de temas, porém se eu der uma chance a essa leitura, tentarei ler de uma forma mais lenta...
    Abraços.

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  14. Gosto muito de contos e crônicas, este livro já está na minha lista de desejados. Que bom que você gostou da leitura!

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  15. Que lindo esse livro! Carpinejar arrebenta! Gostei mtoo da resenha Marcos, assim que der qro conferir. Adoro esse jeito da escrita do autor, admirando cada pedacinho!
    Bjs!

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  16. Oi
    nem conhecia o autor e o livro, nem sou muito de ler crônicas só que esse parece até ser interessante, pena que achou ele um pouco extenso. Gostei da capa.

    momentocrivelli.blogspot.com

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  17. Oi Marcos, tudo bem? Nunca li nada do Carpinejar, mas preciso. Mais um autor para a meta do ano que vem hahahha.
    Eu gosto bastante de crônicas, embora não leia tantas. Lia bastante nos jornais da cidade, mas trocaram a maioria dos colunistas e eu abandonei.
    Mas leio algumas soltas por aí.
    Esse livro eu ainda não conhecia, mas gostei de conhecer.
    O fato de repetir os temas não me incomodaria (acho eu) se fosse algo do meu interesse. Mas só lendo para saber :)
    Um beijão
    http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

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  18. Oi Marcos!

    Apesar de parecer um livro de auto-ajuda - o que eu odeio rsrsrsrs - fiquei bem curiosa para conhecer a escrita do autor.
    Parabéns pela resenha. Gostei de saber sua opinião!
    Tbm adorei a capa, muito bonita e chama a atenção do leitor!

    Bjo bjo^^

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  19. Nunca li um livro do Carpinejar, apesar de querer muito!
    Sempre vejo as postagens dele no face, e é cada coisa linda que ele escreve, fico admirada e loucaaaaa pra ter um de seus livros em mãos!
    Gostei muito da resenha, deu pra ter uma boa visão do que esperar, e acho que vou aproveitar e procurar por ele, já que é lançamento.
    bjss e boas leituras!

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  20. Quando eu fui ler a resenha, a capa me chamou atenção de cara, o que me fez pensar que eu despertaria curiosidade em lê-lo. Porém, infelizmente, não foi o que aconteceu. Como eu não sou de ler crônicas, principalmente essas que tem um tom mais poético, eu confesso que eu não tenho interesse. Fico feliz em saber que o livro não é ruim, e espero que muitas pessoas se interessem por ele. Adorei a resenha!

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  21. Por mais que eu goste bastante de livros de crônicas, esse não me chamou a atenção. Não creio que se eu lesse não iria gostar, mas mesmo assim não é uma leitura que iria prender muito minha atenção. Mas quem sabe eu venha a ler um dia.

    Abraços :)

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  22. não sou fã de crônicas e contos. essa capa esta linda. pra quem gosta é uma excelente pedida

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  23. Marcos ainda não li nenhuma obra desse autor, este mês ganhei este livro de presente de um amigo e ainda por cima autografado. Imagine minha felicidade.
    Com certeza absoluta vou conferir a obra. E não me importo muito com as partes um pouco repetitivas, pois quando isso acontece, passo a ler mais lentamente intercalando com outro livro.
    Abraços, 
    Gisela
    Ler para Divertir
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