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22/07/2017

Resenha: O Escorregador de Gelo

Título: O Escorregador de Gelo
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
ISBN: 9788535905755
Ano: 2016
Páginas: 280
Compre: Aqui

Sinopse:

Por mais azarados que sejam, até agora os órfãos Baudelaire pelo menos sempre estiveram juntos. Pois neste livro décimo a tragédia é ainda maior: separados do bebê Sunny, Klaus e Violet são obrigados a descer uma montanha escorregadia, enquanto tentam salvar a irmã mais nova das garras do temível conde Olaf. Será que os Baudelaire finalmente descobrirão o significado da sigla C.S.C.? Será que, desta vez, o final será feliz? É provável que não. Como sempre, a história está repleta de mistérios e mensagens secretas, situações absurdas, desgraça e mal-estar para todos - menos para o leitor, é claro. Mas quem gosta de alegria não deve nem abrir este livro, avisa o autor, pois a vida dos Baudelaire é sempre uma desventura pior do que a outra. Desventuras em Série é um fenômeno editorial em todo o mundo.

Resenhas anteriores:


Resenha:

Não tem sido fácil acompanhar a jornada dos irmãos Baudelaire, não é à toa que estou enrolando para finalizar a série, mas ao mesmo tempo não consigo aguentar essa ansiedade para descobrir as respostas, não sei se terei estrutura para o grande final da série que aos poucos se aproxima. Quer saber como foi a leitura? Confira abaixo.

20/07/2017

Lançamentos: Companhia das Letras

EDITORA SEGUINTE

Ninguém nasce herói, de Eric Novello – A verdade é que ninguém nasce herói. Mas isso não nos impede de salvar o mundo de vez em quando. Num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade, um pouquinho que seja: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo, sempre atentos para o caso de algum policial aparecer.
Outro perigo que precisam enfrentar enquanto tentam viver sua juventude são as milícias urbanas, como a Guarda Branca: seus integrantes perseguem diversas minorias, incentivados pelo governo. É esse grupo que Chuvisco encontra espancando um garoto nos arredores da rua Augusta. A situação obriga o jovem a agir como um verdadeiro super-herói para tentar ajudá-lo — e esse é só o começo. Aos poucos, Chuvisco percebe que terá de fazer mais do que apenas distribuir livros se quiser mudar seu futuro e o do país.

23/06/2017

Resenha: Cada Homem é uma Raça

Título: Cada Homem é uma Raça
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535928525
Ano: 2017
Páginas: 200
Compre: Aqui

Sinopse:

Mia Couto é um escritor sobretudo generoso. Neste livro que reúne onze contos, publicado originalmente em 1990, ele prova isso mais uma vez. Os indivíduos são sempre objeto de fascínio e a descrição de suas vidas jamais traz qualquer julgamento. Com sua escrita poética inconfundível, que resulta num português com a melodia das línguas africanas, ele apresenta um rico universo de vivências de figuras moçambicanas. Se no conto “A Rosa Caramela” acompanhamos os dissabores de uma mulher corcunda que enlouqueceu depois de ter sido abandonada ao pé do altar, em “A princesa russa” a situação é de uma estrangeira que se vê num país desconhecido e com um marido hostil, e se alia a um de seus empregados nativos para sobreviver. “A lenda da noiva e do forasteiro” e “O embondeiro que sonhava pássaros” são exemplos dos contos mágicos e exuberantes de Mia, ao passo que “O apocalipse privado do tio Geguê” e “Os mastros de Paralém” têm um cunho político mais claro.

Resenha:

Mia Couto é um poeta da prosa, um poeta de causos, de lapsos, de mundos e raças; no plural, pois cada homem é um mundo e também uma raça. Cada homem é um emaranhado de sentimentos e desejos, de vontades ardentes e desilusões. Não importa em qual parte de Moçambique, cada homem e mulher se arrasta com o peso de um mundo de esperanças nas costas; às vezes, um mundo de sofrimento também.

11/06/2017

Desbravando Nós: Manual da Faxineira e as mulheres que habitam em nós


No mundo há muitas mulheres. Embora tentem nos dizer que há um tipo de “mulher de verdade”, um modelo a ser seguido: somos muitas. Somos todas. E tudo, e todas, ao mesmo tempo.

10/06/2017

Lançamentos: Companhia das Letras

EDITORA SEGUINTE

Sangue por sangue (Lobo por Lobo, vol. 2), de Ryan Graudin – Escolha o lado certo ou pague com sangue. – Para o Terceiro Reich, a Segunda Guerra Mundial pode ter acabado, mas para a resistência a luta está apenas começando. Yael é sobrevivente de um campo de extermínio e tem uma habilidade especial: é uma metamorfa, capaz de mudar a aparência física e assumir a forma de qualquer pessoa. Ela também é uma garota em fuga — o mundo acabou de vê-la atirar e matar Adolf Hitler.
Yael é a inimiga número 1 da Germânia e de seus aliados, e vai precisar se infiltrar no território inimigo mais uma vez se não quiser pagar com o seu próprio sangue. Em meio a segredos sombrios acompanhados por verdades obscuras, apenas uma pergunta paira na mente de todos do grupo de Yael: o quão longe você iria por aqueles que você ama?

16/05/2017

Lançamentos: Companhia das Letras

EDITORA SEGUINTE

A melodia feroz (Monstros da Violência, vol. 1), de Victoria Schwab – Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.

10/05/2017

Resenha: Os meninos da Rua Paulo

Título: Os meninos da Rua Paulo
Autor: Ferenc Molnár
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 8535928464
Ano: 2017
Páginas: 280
Compre: Aqui

Sinopse:

Publicada em 1907, a história dos meninos que travam batalhas pela posse do “grund” da rua Paulo, um pedaço de terra cercado onde se brinca à vontade, é conhecida por leitores de todo o mundo. A luta pelo “grund” vai além da vontade de comandar o local: ali, infância e fantasia prevalecem sobre as imposições do mundo adulto. O espírito de aventura, amizade e heroísmo presente nesta obra é capaz de transpor qualquer barreira de tempo, espaço ou idade. Esta nova edição conta com, além dos textos presentes na anterior, uma orelha assinada por Luiz Schwarcz, um posfácio de Michel Laub e um glossário.

Resenha:

Os Meninos da Rua Paulo, clássico da juventude para muitos, é uma obra envolvente, ágil e bela, que fala de valores que, muitas vezes, encontram-se esquecidos por nossas crianças e adolescentes. É uma aventura para os pequenos e saudosismo para os grandes. É um livro que você precisa conferir. Os motivos? Conto-lhe abaixo.

19/04/2017

Resenha: Venenos de Deus, Remédios do Diabo

Título: Venenos de Deus, Remédios do Diabo
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia Das Letras
ISBN: 9788535927320
Ano: 2016
Páginas: 190
Compre: Aqui

Sinopse:

Bartolomeu Sozinho é um velho mecânico naval moçambicano, aposentado do trabalho, mas não dos sonhos ardentes e dos pesadelos ressentidos que elabora em seu escuro quarto de doente terminal. Ele é atendido em domicílio por Sidónio Rosa, médico português. A narrativa entrelaça a vida de Bartolomeu, de sua rancorosa mulher, Munda, da ausente e quase mitológica Deolinda, filha do casal, do dedicado Doutor 'Sidonho', bem como de Suacelência, o suarento e corrupto administrador de Vila Cacimba, um lugarejo imerso em poeira e cacimbas (neblinas) enganadoras. São vidas feitas de mentiras e ilusões que tornam difícil diferenciar o sonho da realidade. Aparentemente, Sidónio veio de Lisboa para curar a vila de uma epidemia. Mas é o amor pela desaparecida Deolinda, por quem se apaixonara em Lisboa, que impulsiona seus passos mais íntimos. Quando Deolinda voltou para sua terra natal, Sidónio viu-se teleguiado pelo sonho de reencontrá-la. Mas Vila Cacimba não é o lugar do médico, nem poderá ser jamais. 'No fundo, o português não era uma pessoa. Ele era uma raça que caminhava, solitária, nos atalhos de uma vila africana', diz o engenhoso narrador deste belo romance.

Resenha:

Algumas vezes, os remédios vêm do Diabo e os venenos de Deus; algumas vezes, as mentiras são amorosas e vêm de quem menos se espera. E quem não mente? Nesta obra, Mia Couto mostra como as pessoas são um emaranhado de histórias, visões, tendências e mentiras. Neste enredo, tudo cheira a enganação, é repleto de segundas intenções. Todos são humanos e, por isso, potencialmente enganosos.

14/04/2017

Lançamentos: Companhia das Letras

EDITORA SEGUINTE

O ceifador (Scythe, vol. 1), de Neal Shusterman – Primeiro mandamento: matarás
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade.Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador — um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a “arte” da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão — ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais —, podem colocar a própria vida em risco.

09/04/2017

Desbravando Nós: Para educar crianças feministas – um manifesto


Sou Mariane.  Sou mulher, defensora dos direitos humanos, professora em formação: feminista.  Por todos esses motivos, e por muitos outros, comemorei quando, pela primeira vez, vi ser anunciado o livro Para Educar Crianças Feministas, de Chimamanda Ngozi Adiche, mulher, escritora nigeriana e autora de Sejamos Todos Feministas. Apesar dos pequenos desacordos, Chimamanda me faz lembrar da importância de sermos claras e simples, sem nunca deixarmos de ser fortes e firmes quando o feminismo está em discussão. Ela escreve um livro que é, muito além de um manifesto, uma carta endereçada a uma amiga. E, hoje, a amiga de Chimamanda sou eu. A amiga de Chimamanda é você. E, juntas, lembramos ao mundo da necessidade de educar crianças feministas.

16/03/2017

Quotes #06


Que eu sou fã do Mia Couto não é segredo para ninguém. Minha missão pessoal, agora, é fazer cada um de vocês também desbrave a obra riquíssima desse autor. Por isso, trouxe alguns trechos da obra Sombras da Água para que vocês tenham uma ideia melhor do que esperar. Vamos conferir?

“Ninguém é uma pessoa se não for toda a humanidade” (p. 67).

26/02/2017

Desbravando Nós: Leminski e eu


Eu o paquerei por muito tempo. Entre tantos livros, seu laranja me chamava. Então, um dia, tivemos um encontro definitivo: a poesia de Leminski e eu. Como quem há muito aguardava o encontro: devorei-a. Não como quem devora e sacia-se; mas como quem devora, transborda e precisa dizer aos outros o motivo de seu transbordar...

24/02/2017

Resenha: A Cidade Sinistra dos Corvos

Título: A Cidade Sinistra dos Corvos
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
ISBN: 9788535903928
Ano: 2016
Páginas: 232
Compre: Aqui

Sinopse:

Os irmãos Baudelaire não conseguem acreditar no que lêem na primeira página do jornal. Uma reportagem informa que o pérfido Conde Olaf raptou não apenas os irmãos Duncan e Isadora Quagmire, mas também Esmé Squalor. O texto não poderia ser mais enganoso: Esmé tinha sido tutora das crianças recentemente, e os Baudelaire sabem muito bem que o Conde Olaf nunca a seqüestraria. Olaf e Esmé são na verdade aliados num plano maligno para se apropriar da fortuna das três crianças.
Violet, catorze anos, é a mais velha dos irmãos Baudelaire, os órfãos mais desafortunados do mundo. Klaus, o irmão do meio, tem treze anos e já leu mais livros do que qualquer criança de sua idade. Sunny, a mais nova, é um bebê pouco maior do que uma melancia. Assim como os irmãos Duncan e Isadora, as crianças Baudelaire perderam os pais num incêndio, e a amizade com os Quagmire era praticamente o único acontecimento feliz que havia acontecido nas suas vidas desde que ficaram órfãos.
Nessa nova desventura eles terão de se haver com mais uma providência desastrada do sr. Poe, um executivo de banco que tinha sido o primeiro tutor dos Baudelaire e ainda cuidava da fortuna dos irmãos. O sr. Poe decide inscrevê-los num programa de adoção de menores, em que toda uma cidade se responsabiliza por crianças que tenham perdido os pais. O programa tem um slogan amedrontador: 'É preciso uma cidade para educar uma criança'. Violet, Klaus e Sunny são mandados para a apavorante cidade de C.S.C. e assim tem início mais um lamentável episódio da tenebrosa existência dos Baudelaire.

Resenhas anteriores:

Resenha:

Mais uma vez aqui estou para relatar como foi a mais nova desventuras dos irmãos Baudelaire, e eu recomendo que não leiam, suas esperanças vão se destruir com as adversidades enfrentadas pelos órfãos. Snicket, culpo você por me fazer ficar cativada e presa a essas desventuras. Se espera encontrar algo feliz, é melhor procurar outro livro. Quer saber o porquê? Confira abaixo.

19/02/2017

Lançamentos: Companhia das Letras

EDITORA SEGUINTE

A traidora do trono (A Rebelde do Deserto, vol. 2), de Alwyn Hamilton – Depois de A rebelde do deserto, a melhor atiradora de Miraji está de volta numa continuação repleta de reviravoltas
Amani Al'Hiza mal acreditou quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal nos confins do deserto, montada num cavalo de areia com Jin, um forasteiro misterioso. Em pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser sua própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que luta para livrar o país inteiro do domínio de um sultão sanguinário.Em meio às perigosas batalhas, Amani é traída quando menos espera e acaba se tornando prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela tenta se aproximar do sultão para descobrir informações úteis para a causa rebelde. Contudo, quanto mais tempo passa ali, mais ela questiona se o governante é de fato o vilão que todos acreditam, e quem são os verdadeiros traidores do país.

10/02/2017

Resenha: Sombras da Água

Título: Sombras da Água
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535928044
Ano: 2016
Páginas: 384
Compre: Aqui

Sinopse:

“Sombras da água” retoma a história de Mulheres de cinzas, romance histórico encenado à época em que o sul de Moçambique era governado por Ngungunyane, o último grande líder do Estado de Gaza, em fins do século XIX. Ferido, o sargento português Germano de Melo é levado ao único hospital de Gaza, sob os cuidados de Imani, sua amada e responsável pelo tiro que lhe esfacelou as mãos, do pai e do irmão da garota africana e de uma amiga italiana. Nesta jornada, eles encontrarão outros percalços e personagens memoráveis — característicos das obras de Mia Couto. Alternando as vozes de Imani e Germano, o escritor apresenta duas visões de mundo diferentes, porém inevitavelmente envolvidas nesta trama.

Resenha anterior:

Resenha:

Resenha sem spoiler do livro anterior.

“Tudo começa sempre com um adeus”, afirma Imani, na presente obra. É exatamente isso que encontramos em Sombras da Água: adeus atrás de adeus e recomeços. Imani e Germano, após os acontecimentos do livro anterior, tentam se reconectar, recomeçar, após um adeus à terra da protagonista. Porém, o caminho para esse contato mais profundo ainda é árduo.

05/02/2017

Desbravando Nós: Sejamos Todos Feministas


Era uma vez uma menina. Uma menina que nasceu com a alma florida, feita sonho. A menina sonhava em ser astronauta. Enquanto os adultos falavam sobre dificuldades e cifras, ela pensava nas estrelas. Como elas seriam de perto? Ela fechava os olhos e podia tocá-las. Era uma vez uma menina cheia de sonhos. Sonhos dela. Escritos e desenhados por si. E por sua alma feita confiança. E era apenas uma vez.

Era. Porque Sejamos Todas Feministas não é sobre a menina de alma florida. Sejamos Todas Feministas é sobre como uma sociedade machista arranca, pouco a pouco, as flores de uma infância feita primavera. Feita menina. É sobre como tudo vira rosa, sem opções. Sobre como tudo vira casa, cama, cozinha. Sobre como transformam meninas astronautas em mulheres submissas, impedidas de saírem do chão.

03/02/2017

Desventuras em Série – Semana 13: O último livro e seus fãs


Chegamos a última semana das postagens e espero que tenham gostado e despertado o interesse de vocês; para finalizar com chave de ouro, nada mais legal do que falar um pouco sobre o décimo quarto livro, que não foi traduzido ainda para português, e conhecermos o que os fãs pensam e sentem pela série. Além disso, tem uma surpresa extra no final.

O livro de número quatorze da série chama-se The Beatrice Letters, a tradução seria Cartas para Beatrice, pois em todos os livros o autor faz uma homenagem nada comum a ela e não sabemos bem quem ela é e se realmente existiu.

27/01/2017

Desventuras em Série – Semana 12: Um mundo em treze livros


Não poderia deixar de mostrar para vocês como são os livros. Apesar de serem pequenos, escondem belos trabalhos; fica nítido todo o capricho que as editoras tiveram com os exemplares. Abaixo, algumas ilustrações que estão contidas nos livros e, claro, apresentar as capas dos livros e seus respectivos títulos e o lindo box que foi lançado. É um momento para aqueles que não conheciam os livros ou tinham curiosidades de saber mais.

Lançamentos: Grupo Companhia das Letras

COMPANHIA DAS LETRAS

Os meninos da rua Paulo, de Ferenc Molnár – Publicada em 1907, a história dos meninos que travam batalhas pela posse do “grund” da rua Paulo, um pedaço de terra cercado onde se brinca à vontade, é conhecida por leitores de todo o mundo. A luta pelo “grund” vai além da vontade de comandar o local: ali, infância e fantasia prevalecem sobre as imposições do mundo adulto. O espírito de aventura, amizade e heroísmo presente nesta obra é capaz de transpor qualquer barreira de tempo, espaço ou idade. Esta nova edição conta com, além dos textos presentes na anterior, uma orelha assinada por Luiz Schwarcz, um posfácio de Michel Laub e um glossário.

20/01/2017

Resenha: A Varanda do Frangipani

Título: A Varanda do Frangipani
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535927542
Ano: 2016
Páginas: 152
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Sinopse:

Depois da Independência de Portugal, em 1975, Moçambique enfrentou quase duas décadas de conflitos. O período foi marcado pela oposição entre os antigos guerrilheiros anticolonialistas da Frelimo (que tomaram o poder e tentaram implantar o socialismo no país) e o grupo de orientação conservadora Renamo (alinhado a Rodésia e África do Sul). A história de A varanda do frangipani se passa vinte anos após a Independência, depois dos acordos de paz de 1992. O romance é narrado pelo carpinteiro Ermelindo Mucanga, que morreu às vésperas da Independência, quando trabalhava nas obras de restauro da Fortaleza de S. Nicolau, onde funciona um asilo para velhos. Ele é um 'xipoco', um fantasma que vive numa cova sob a árvore de frangipani na varanda da fortaleza colonial. As autoridades do país querem transformar Mucanga em herói nacional, mas ele pretende, ao contrário, morrer definitivamente. Para tanto, precisa 'remorrer'. Então, seguindo conselho de seu pangolim (uma espécie de tamanduá africano), encarna no inspetor de polícia Izidine Naíta, que está a caminho da Fortaleza para investigar a morte do diretor. Mais de vinte anos depois da independência de Moçambique, quando a guerra civil já arrefeceu, a Fortaleza é um lugar em que convergem heranças, memórias e contradições de um país novo e ao mesmo tempo profundamente ligado às tradições e aos mitos ancestrais. Da sua varanda se pode enxergar o horizonte. O romance de Mia Couto esboça, assim, uma saída utópica para um país em reconstrução.

Resenha:

Quando ganhei A Varanda do Frangipani de presente da Susan, minha namorada, tive certeza que teria uma ótima experiência literária e comecei a lê-lo quase que imediatamente. O motivo é simples: Mia Couto é um autor que consegue tocar nos cantos mais profundos da alma humana. Ao terminar a leitura, tive novamente a certeza de que a obra era genial. O motivo? Conto-lhe abaixo.
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